"Em Nome da Tradição", de Eline Bélier



Música, letra, interpretação e roteiro: Eline Bélier
Animação: Leandro Franco 


Eu tô comendo templos de almas
Corpos de bichos e seus rebotalhos
Subjugando corpos e mentes
Em nome da tradição

Tourada, rodeio, inseminação
Confinamento, cruel tratamento
Bala na testa, destino sanguinolento
Em nome da tradição 

Churrasco, tender, cinto de couro
Sapato, batom, flecha no lombo do touro
Lâmina no bico, sedém na genitália
Eu monto, espeto, humilho, destroço 
É o laço, é o anzol, é o fim do caminho

Exploro, sugo, mamo, bato e abato
Chicote queimando, não devo respeito
Trituro, mutilo, usina do medo
Eu aniquilo a bondade de tudo
Passarinho na mão é o fundo do poço

Meu ego maior que o tamanho do mundo
Eu escravizo, mato e deixo morrer (live and let die!)
Agulha no olho, pele arrancada. Testando!
Aval da ciência pra inconsciência
É a morte, é a morte, é o fim da picada

Churrasco, tender, cinto ide couro
Sapato, xampu, flecha no lombo do touro
Patê da desgraça, circo de horrores sem graça
Eu monto, espeto, humilho, destroço 
É o laço é o anzol, é o fundo do poço

Não penso ou reflito, apenas repito (repito)
Humano insensível, irracional
Um energúmeno, nojento e boçal 
Em nome da tradição 
(Quem é o animal... irracional? Ahimsa, irmão! Não violência! Amor aos animais! Amor aos humanos! Amor ao planeta! Amor à vida! Ahimsa...)


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