Após sofrer maus-tratos, cachorro vira personagem de livro infantil e visita escolas de São Paulo


Um cachorro vítima de maus-tratos e sem duas patas virou personagem de livro infantil por causa de sua história de superação e tem visitado crianças em escolas da Grande São Paulo para que os alunos aprendam sobre inclusão e diversidade.

Na internet, Cupcake faz sucesso nas redes sociais. Ele tem mais de 27 mil seguidores no Instagram e agora é personagem de um livro didático de português para alunos do quarto ano.

Encontrado na rua muito machucado, ele foi adotado pela veterinária Maria Estrela Felício. “Hoje em dia, ele leva uma vida supernormal, se adaptou muito bem a viver com duas patas. Acho até que ele não tem consciência da própria deficiência, não sabe que tem só duas patas. Ele leva o dia a dia normal, brinca com os outros cachorros normalmente, faz tudo o que qualquer outro cachorro com quatro patas faz”, garante.


A professora Mariana Bastos acredita que Cupcake pode ensinar muito aos seus alunos. “Passamos a discutir, baseado na história dele, o quanto é possível ser feliz, viver bem, mesmo sendo diferente.”

As crianças concordam com a professora. “Você, mesmo tendo problemas, consegue superar”, resume Luiza Lima, de nove anos. Maria Luiza Vieira, também de nove anos, ficou feliz em conhecer o Cupcake e elogiou a postura de Maria Estrela em adotar o cachorro. “Foi muito legal da parte dela, porque se não fosse por ela, ele não estaria vivo e não teria essa oportunidade de brincar.”

Depois da visita do cachorro, as crianças resolveram escrever uma cartinha para o Cupcake. Os recados viraram um painel com muitas mensagens de carinho e incentivo.



Hospitais veterinários que atendem de graça na capital paulista:

Unidade zona norte
Av. General Ataliba Leonel, 3.194 - Parada Inglesa
Telefone: 2478 5305

Unidade zona leste
Rua Platina, 570 - Tatuapé
Telefone: 4323 8502

Fonte: G1

Fotos: Reprodução


NOTAS DA NATUREZA EM FORMA:

1. Maus-tratos contra os animais é crime. Saiba como denunciar aqui.

2. Em seu Instagram, Cupcake fez um convite a todos. Marque na agenda!


Arnold Schwarzenegger participa de evento esportivo em São Paulo e defende alimentação vegana



Um dos maiores eventos multiesportivos da América Latina, o Arnold Classic South America ocorreu no fim de semana passado (21 a 23 de abril de 2017), em São Paulo. Foram mais de 35 modalidades com mais de 12 mil atletas envolvidos na quinta edição no Brasil. Essa foi a primeira a acontecer na capital paulista, e com um módulo exclusivo de alimentação vegana. O evento contou com a presença de Arnold Schwarzenegger, que é defensor da alimentação vegetariana como uma escolha saudável e ambientalmente consciente. Ele se pronunciou sobre sua escolha, encorajando todos a aderirem: "Estou reduzindo meu consumo de carne e me sinto fantástico. Se te disserem para comer mais carne para ser forte, não acredite. Menos carne, menos aquecimento, mais vida".

A Sociedade Vegetariana Brasileira (SVB) foi convidada para fazer a curadoria do módulo vegano, que contou com as nutricionistas Alessandra Luglio [na foto com Schwarzenegger] e Paula Gandin, o médico nutrólogo Eric Slywitch e atletas e fisiculturistas veganos.

Alessandra Luglio, diretora do Departamento de Medicina e Nutrição da SVB, defendeu o modelo alimentar que exclui os alimentos de origem animal em prol da saúde das pessoas e prevenção das principais doenças crônicas não transmissíveis, como diabetes, hipertensão arterial e doenças cardiovasculares, além do câncer.

A alimentação vegetariana provoca menores impactos ao meio ambiente se comparada à carnívora, já que utiliza menos espaço, menos água e emite menos gases de efeito estufa ao longo da cadeia de produção. Schwarzenegger deu dicas de como inserir esse pensamento no dia a dia: "Comece devagar, deixando a carne de lado um ou dois dias por semana. É um grande desafio, mas não significa que não possa ser feito".

No Brasil, o mercado de alimentos e suplementos alimentares à base de vegetais está em plena ascensão: novos produtos, restaurantes e lojas especializadas surgem para atender à crescente demanda de consumidores conscientes que buscam minimizar impactos negativos à própria saúde, ao meio ambiente e aos animais.

Fonte: R7

Foto: Reprodução

Amor e liberdade para os animais



Por Gaby Soncini*

"Os animais do mundo existem para seus próprios propósitos. Não foram feitos para os seres humanos, do mesmo modo que os negros não foram feitos para os brancos nem as mulheres para os homens” - Alice Walker, escritora e ativista pelos direitos civis norte-americana

Desde que chegamos a este mundo e começamos a dar nossos primeiros passos, somos deparados com um mundo humano, já feito, moldado, erguido por razões e vontades humanas. Dotado de linguagem e inteligência, o homem se destacou entre as demais espécies, mas será mesmo que só o ser humano detém linguagem, inteligência ou mesmo sentimento?

Os animais são seres sencientes, e como diz a frase de Alice Walker que inicia este texto, eles existem para seus próprios propósitos, têm suas próprias vidas e seu modo de se comunicar com os demais. Não é somente o ser humano que detém essa capacidade, os animais são seres que merecem respeito, dignidade e direitos.

Os animais têm sido usados pelos humanos para alimentação, pesquisas científicas, entretenimento, vestimenta - atividades existentes até hoje sob um manto de tradição que não é nada mais que uma traição e, infelizmente, isso ainda é visto por muitas pessoas com normalidade. Mas não, não é normal. Não é normal colocar uma espécie com sua própria vida para servir outras vidas, quando já existem diversas outras formas para se viver.

Passeios em zoológicos, aquários e diversos outros espaços de cárcere animal ainda são vistos como algo bom, muitas escolas ainda adotam passeios em zoológicos, muitas famílias ainda levam seus filhos a visitarem animais engaiolados. Diferentes de santuários, zoológicos não levam em consideração a liberdade, o espaço e o habitat natural de um animal.

Tocar na causa animal hoje é visto como uma posição extremista - sim, pois estamos tão acostumados a nos sobrepor a qualquer tipo de espécie, que nem por um momento é considerada extremista a forma que os animais de abate são tratados.

A questão da apologia à raça dos cachorros quando se quer ter um animal com tantos sofrendo nas ruas e esperando uma adoção; a questão da prisão animal para divertimento e passeios humanos. Quem tem uma sensibilidade pela causa muitas vezes é visto como extremo por simplesmente dizer verdades para as quais muitos olhos ainda estão fechados.

Ainda em passos lentos, a questão é mais levantada, questionada, mas ainda é pouco. O mercado de produtos sem crueldade animal começa a aparecer, mas ainda muito longe da realidade de muitas pessoas. É necessário que se faça mais, que se mostre mais, que se convide outras pessoas através da compaixão e de bons exemplos a verem o assunto com mais carinho e importância.

Não é uma atividade educativa levar seus filhos para gritar para outros animais engaiolados e achar incrível ver um leão que nem pertence à fauna brasileira engaiolado; não é uma atividade educativa levar seus filhos para aquários, achando que aquilo é melhor que o mar ou um rio.

É necessário ver que a alimentação é importante, mas que as proteínas não provêm só da carne, enfim, é necessário ver que toda vida merece liberdade, que nenhuma vida vive sem liberdade, mas nós, humanos, somos tão acostumados a grades e prisões que estendemos isso a outras espécies. Quer maior absurdo do que engaiolar seres com asas?

Li esses dias que o que está mais errado neste mundo é algumas vidas valerem mais que outras, tanto entre nós mesmos, humanos que nos separamos, como por acharmos que valemos mais do que qualquer outra espécie neste mundo.


*Gaby Soncini é formada em pedagogia pela Universidade Federal de Uberlândia, escreve e ilustra o blogue Uma Doce Melodia e participa do Núcleo de Contadores de Histórias da Biblioteca Pública de Uberlândia (MG)


Desenho: Gaby Soncini

Como adaptar o cachorro à chegada do bebê



Por Tiago Cardoso*


Algum tempo atrás, eu e minha esposa escutamos a seguinte pergunta: "E quando vocês tiverem filhos, o que vão fazer com a cachorrinha?". Ora, ela faz parte da nossa família e assim será para o resto dos nossos dias.

Sim, a vida da família muda e é necessário adaptarmos a casa e o nosso cãozinho para a chegada do bebê, mas, em hipótese alguma, devemos nos desfazer do nosso fiel companheiro.

Os peludos, para estarem equilibrados e seguros, precisam ter uma rotina em seu dia a dia. Eles gostam de previsibilidade. Mudanças repentinas, na maior parte das vezes, acarretam estresse e alterações no comportamento do animal, despertando, inclusive, insegurança e medo de ser excluído da família. Por isso, quanto mais cedo começarmos a inseri-lo na nova rotina, melhor será a adaptação e a convivência com o bebê.

Mesmo que de forma inconsciente e involuntária, a relação com o animal vai mudar após a chegada da criança. Se antes você fazia um carinho na cabeça do peludo ao passar pelo corredor ou conversava com ele enquanto preparava o jantar, agora seus braços ficarão mais tempo ocupados e você passará a conversar com o bebê durante o jantar. Portanto é necessário adaptar o bicho para essa nova realidade.

É necessário ir acostumando o cachorro a pequenas frustrações, como deixar de realizar, aos poucos, todas as suas vontades e ignorar alguns pedidos de carinho, por exemplo. Será importante o peludo brincar sozinho, para compensar a perda de atenção e para que ele gaste energia. Uma boa opção são os brinquedos interativos, que podem ser recheados com ração ou petiscos. Também podemos fazer alguns brinquedos caseiros, como colocar algo que o cão já goste e alguns petiscos dentro de uma meia e deixá-lo destruí-la para pegar o que está dentro.

Outro cuidado que devemos ter é em relação aos locais a que o cachorro não poderá ter acesso, como o quarto do bebê, a cama e o sofá. As restrições devem começar durante a gestação, pois assim evita que ele associe a presença do neném com a perda do espaço.

Durante a gravidez, também já podemos acostumar o animal aos sons, cheiros e visão de um bebê no colo, berço ou carrinho. Coloque para tocar sons de bebês em volume baixo, elogie e recompense seu cão e, conforme ele permanecer calmo, aumente gradativamente o volume. Pegue uma boneca com uma mantinha/cobertor e trate-a como um bebê no seu colo, balançando e conversando com ela.

Esse treino dará para ter uma ideia de como o animal reagirá no momento da chegada do novo integrante. Se ele se aproximar de forma calma e tranquila ou não der muita importância, então você deve recompensá-lo. Mas se ele ficar ansioso, agitado, pular, morder e puxar o cobertor, será necessário treiná-lo para corrigir e inibir esses comportamentos. Também é legal simular a amamentação, a troca de fraldas e o banho, sempre recompensando o peludo por se manter calmo e tranquilo.

Acostume seu cachorro aos cheirinhos do bebê, passando talco, xampu, lenço umedecido na boneca. Coloque paninhos com esses cheiros de neném embaixo do pote de comida, junto aos brinquedos e nos locais onde ele gosta de dormir. Assim, o animal vai associando esses novos cheiros a momentos prazerosos e relaxantes. Logo após o nascimento do bebê, troque esses paninhos por uma roupinha que o neném já tenha utilizado.

Outro treino importante que deve ser realizado é a dessensibilização ao toque, ou seja, o cão deve estar acostumado com pessoas tocando seu corpo e, por vezes, lhe dando puxões. Para isso, você pode começar massageando o peludo e ao mesmo tempo lhe oferecendo algo gostoso como um petisco. Conforme o animal for aceitando o seu toque, então, gradativamente, você deve começar a lhe dar pequenos puxões, simulando uma criança brincando com ele.


Quando o bebê chegar

Como cães aprendem por associação, é legal recompensar o seu peludo com carinhos, petiscos e atenção sempre que ele estiver na presença do bebê. O cão deve achar prazeroso e interessante ter um neném por perto. Os agrados e petiscos podem ser dados a ele por uma pessoa, enquanto a outra segura o bebê. O importante é algo agradável ocorrer sempre que a criança estiver por perto.

Não se deve dar bronca no cão quando ele se aproximar do bebê, afinal ele tem curiosidade de conhecer aquela nova pessoa e nada melhor do que uma aproximação supervisionada para que a adaptação seja tranquila. Se toda vez que se aproximar do bebê, o cão receber uma bronca ou perceber que quando a criança está por perto o casal o ignora por completo, ele terá todos os motivos para ficar enciumado e não apreciar a presença da criança.

Para terminar, evite que a criança, quando já estiver na fase de engatinhar, chegue perto do cão quando ele estiver comendo ou bebendo água e, por mais dócil que o animal seja, nunca devemos deixar uma criança e um cachorro sozinhos e sem a supervisão de um adulto.

*Tiago Cardoso é adestrador da Cão Cidadão




Fotos: Reprodução


NOTAS DA NATUREZA EM FORMA:

1. Os cães têm pensamentos de matilha, o que nós, humanos, chamamos de família. Portanto a chegada de um novo membro é natural para eles, bastando fazer com que participem de todo o processo.

2. Leia também:

Conheça as principais cidades veganas da Europa


As cozinhas vegetariana e vegana vêm modificando o estilo de vida das pessoas em todo o mundo. Os restaurantes que oferecem pratos sem produtos de origem animal têm feito cada vez mais sucesso não apenas por fazerem bem à saúde, mas também por chamarem a atenção de grandes chefs.

Além disso, até os supermercados estão adaptando suas prateleiras para o novo consumidor. Por isso, a plataforma de aluguel de apartamentos para viagens Hundred Rooms fez uma lista com as cidades europeias preferidas para os amantes de comida vegana. O ranking é feito com base nos números de restaurantes em relação à quantidade de habitantes.

Confira:

1. Lisboa, Portugal [foto acima]

Lisboa está no pódio das cidades mais veganas da Europa. Com cerca de 550 mil habitantes, a região abriga aproximadamente 100 lojas e restaurantes para veganos e vegetarianos.

Um dos tantos restaurantes famosos é o Jardim das Cerejas, no centro da capital portuguesa, que oferece um buffet de pratos quentes e frios, incluindo saladas e sobremesas totalmente naturais.

2. Praga, República Tcheca

Andando pelas ruas da cidade, é possível encontrar diversas lojas e restaurantes com produtos orgânicos. Além disso, os estabelecimentos oferecem um menu repleto de diferentes receitas, inclusive feitas com abacates, e com custo máximo de cinco euros. Em Praga, há 34 restaurantes veganos para cerca de 1,26 milhão de habitantes.

3. Varsóvia, Polônia

O mundo gastronômico tem notado a mudança na culinária da capital polonesa. O fenômeno "vegan-friendly" tem se espalhado drasticamente. Um dos restaurantes mais visitados de Varsóvia é o Charlotte Salvador Square, onde é possível beber um bom café com um delicioso doce vegano caseiro, tudo com preço acessível. Ao todo, há mais de 100 restaurantes e lojas que "estão reescrevendo a história da culinária do país" e se lembrando de outros alimentos, não apenas de vodca e frutos do mar.

4. Barcelona, Espanha

No ano passado, Barcelona foi eleita a cidade mais "vegan-friendly" de todo o país. Na região catalã, há mais de 100 restaurantes e bares, como o Cat Bar, especializado em cozinha vegana e cervejas importadas desde 2009. Entre os pratos mais saboreados, estão diversos tipos de hambúrgueres veganos. Além disso, todos os clientes que vão até o local de bicicleta ganham desconto de 10%.

5. Roma, Itália

A gastronomia italiana é considerada uma das melhores e mais saborosas do mundo. E, atualmente, a cidade de Roma já conta com 50 restaurantes vegetarianos. Entre os principais estabelecimentos, está o Margutta Vegetarian Food & Art, que oferece um excelente brunch aos domingos.

O bistrô La Capra Campa é outra ótima escolha. No local, além de provar deliciosos pratos veganos, é possível participar de cursos de gastronomia "verde". Outras cidades como Berlim, na Alemanha, Paris, na França, Bruxelas, na Bélgica, e Londres, no Reino Unido, também possuem excelentes opções veganas e vegetarianas.

A quantidade desses estabelecimentos é enorme e a maioria oferece uma boa música, com apresentações de cantores e bandas ao vivo.

Fonte: Terra

Foto: Joyt / iStock


NOTA DA NATUREZA EM FORMA:

E o veganismo está crescendo no mundo todo. Confira também o ranking feito pela PETA Ásia listando as 10 cidades mais amigas dos veganos no continente asiático. Clique aqui.

E, claro, veja como o veganismo também está se fortalecendo em nosso país. Leia: