Cachorros aparecem com pelos azuis em cidade da Índia, e motivos são alarmantes

    Foto: Hindustan Times


Os cachorros do subúrbio de Nova Mumbai, na Índia, mostram certa mudança em sua pelagem. De um dia para o outro, eles apareceram com os pelos azuis e, por mais que ninguém tenha pintado os pobres animais, o ser humano é o responsável pelo problema.

De acordo com o portal Hindustan Times, nada foi confirmado, mas acredita-se que os dejetos do polo industrial da região sejam a raiz do mistério dos cachorros azuis. Descartado sem nenhuma forma de tratamento no rio Kasadi, o lixo entra em contato com cães de rua, que costumam procurar comida nas águas do rio.

O Centro de Proteção Animal de Nova Mumbai foi o primeiro a registrar, em 9/8/2017, imagens da pelagem azulada de um cão. “Foi chocante ver como o pelo do animal ficou completamente azul”, diz Arati Chauhan, residente da cidade que comanda o Centro de Proteção Animal. “Nós já encontramos cerca de cinco cães atingidos pelo problema e, por isso, pedimos ao órgão responsável pelo controle da poluição para que providências sejam tomadas contra essas indústrias.”

A cidade de Nova Mumbai, no estado indiano de Maharashtra, enfrenta um
sério problema de poluição aquática (Foto: Creative Commons / Wikimedia)


A Corporação Municipal de Nova Mumbai realizou testes com a água do Kasadi e descobriu, segundo o mesmo portal, níveis alarmantes de poluição, com altas concentrações de cloreto, que é tóxico, afeta a vegetação, a vida aquática e selvagem, além de a contaminação também interferir na vida da população da cidade.

A área concentra quase mil indústrias das áreas farmacêutica, alimentícia e de engenharia, que, apontadas como a origem do problema, foram notificadas pelo Conselho de Controle da Poluição de Maharashtra (MPCB, sigla em inglês). “Aprovar o descarte de pigmentos em qualquer fonte d’água é ilegal. Nós vamos agir contra os poluentes (...) e já designamos um oficial para investigar o caso”, declara Anil Mohekar, do MPCB.

Os desdobramentos do problema

Uma das principais preocupações dos ativistas dos direitos animais é o tempo. “Nós só encontramos cães atingidos, porém, não sabemos se pássaros, répteis e outros animais estão sendo afetados – ou até mesmo morreram – em decorrência da poluição”, diz Chauhan.

Por conta disso, as autoridades já começaram a tomar providências: algumas indústrias, flagradas usando tinta azul para fabricar detergentes, receberam sete dias para encontrar uma forma de tratar seu lixo e remover os dejetos da região.

O estado de saúde dos cachorros afetados não foi divulgado, e os ativistas ainda não conseguiram estimar a quantidade de animais e espécies atingidos. Ademais, espera-se que as providências tomadas pelo MPCB sejam suficientes para garantir a saúde da fauna e flora de Nova Mumbai.

Brian Greene: “Vegetarianos são pessoas dispostas a sacrificar os próprios prazeres em busca do que acreditam que seja certo”


Especialista da teoria das cordas e professor da Universidade de Columbia, em Nova Iorque, além de chairman e cofundador do World Science Festival, aos nove anos o norte-americano Brian Greene, considerado um gênio da física, já era capaz de multiplicar números de 30 dígitos em sua cabeça. Com a mesma idade, decidiu se tornar vegetariano quando soube que as costelas preparadas por sua mãe eram provenientes de um animal.

“Fiquei horrorizado e declarei que nunca mais comeria carne novamente. E nunca mais comi. Mais tarde, me tornei vegano. Visitei um santuário de animais em Nova Iorque e aprendi muito sobre a indústria de laticínios, e foi tão perturbador que percebi que eu não poderia continuar dando suporte a isso. Em dias, desisti completamente dos derivados de leite”, declarou em entrevista para o The Supreme Master Ching Hai News em 2011.

Questionado sobre o motivo pelo qual tantos gênios se tornaram vegetarianos, respondeu que, levando em conta sua “limitada experiência”, ele acredita que vegetarianos desafiam o status quo, a ordem atual das coisas. “São pessoas dispostas a sacrificar os próprios prazeres em busca do que acreditam que seja certo. Essas mesmas qualidades frequentemente são necessárias para conquistarmos grandes avanços nas artes e nas ciências”, pondera.

Sobre o fato de haver cientistas que não são vegetarianos, Greene declara que, assim como a maioria das pessoas, há cientistas que não se questionam sobre a prática de comer carne, já que ela sempre esteve ao alcance deles. “Muitas dessas pessoas se preocupam com os animais e o meio ambiente, alguns até profundamente. Mas por alguma razão, força do hábito, normas culturais, resistência às mudanças, há uma substancial desconexão em relação a esses sentimentos, o que acaba não se traduzindo em mudanças comportamentais”, avalia.

Brian Greene é hoje um dos físicos em maior evidência no mundo da ciência. Ele defende a teoria das cordas como uma teoria realmente unificada, com condições de descrever tudo que diz respeito ao universo físico. Por isso, ela também é considerada uma possível teoria de tudo.


Referência




Foto: Kurt Raschke

18 ilustrações mostram como os gatos enxergam o mundo





















As ilustrações são da designer Manu Cunhas e estão no livro Como Diria meu GatoEsses desenhos são publicados desde 2013 na página do Facebook Adote um Ronrom, um projeto que cuida de gatos e incentiva a adoção de felinos.

Fonte: Petiko

Estamos sofrendo o transtorno de déficit de natureza

Richard Louv em uma área natural. Ele defende que o contato 
com a natureza é essencial para a saúde. (Foto: Josh Endres-Garden)


Nossa vida urbana cercada por cimento e asfalto. Ou pior, trancada dentro de garagens, escritórios e shoppings. Com cada vez menos contato com seres que fazem fotossíntese e outras espécies de animais além da nossa. Isso não pode ser saudável, você imagina. E não é mesmo. O escritor norte-americano Richard Louv cunhou o termo 'transtorno de déficit de natureza' para chamar a atenção para o conjunto de problemas físicos e mentais derivados de uma vida desconectada do mundo natural. Ele reúne pesquisas e argumentos para mostrar que o ser humano precisa de experiências na natureza.

Segundo Louv, crianças em contato com a natureza melhoram o desempenho na escola e podem até reduzir os sintomas de distúrbio de déficit de atenção. Ele tem argumentos para justificar, com fins médicos, a manutenção de mais unidades de conservação e de áreas verdes urbanas. Para ele, precisamos modernizar nosso conceito de urbanismo e incorporar a natureza do lado de casa, no meio da metrópole. Doses de natureza são fundamentais, diz Louv, para compensar os efeitos mentais e físicos de nossa imersão tecnológica. Ele conta tudo isso em seu livro A Última Criança na Natureza, que já vendeu mais de 500 mil exemplares e foi traduzido em 15 idiomas. 

Confira uma entrevista com ele. 

Época - Por que as crianças precisam de contato com a natureza?

Richard Louv - O professor de Harvard Edward O. Wilson tem uma teoria chamada biofilia. Ele sugere que os seres humanos têm atração inata pela natureza. E que precisamos de experiências na natureza para nossa saúde mental e física. A pesquisa, a experiência e o bom senso sugerem que nossa atração e necessidade de ambientes naturais e envolvimento com outras espécies são fundamentais para nossa saúde, sobrevivência e espírito. Essa conexão é parte de nossa humanidade.

Época - Quando o senhor fala de contato com a natureza, está se referindo a parques, jardins urbanos ou áreas naturais selvagens como as de parques nacionais?

Louv - Idealmente, o que chamamos de natureza deveria ser uma incubadora de biodiversidade. Devia servir para restabelecer a saúde e o bem-estar dos humanos. Devia ser um santuário para a vida selvagem e plantas nativas. Mas qualquer espaço verde oferece benefícios para o bem-estar físico e mental das crianças. A conexão com a natureza deve ser ocorrência diária. Se projetarmos as cidades para funcionarem em harmonia com a natureza e a biodiversidade, essa conexão será um padrão comum. Uma novidade interessante agora é a popularidade crescente da natureza nas pré-escolas. É lá que as crianças aprendem sobre vida selvagem, enquanto aprendem a ler. Nas próximas décadas, os desafios ambientais exigirão mudanças fundamentais em nossas vidas e nas instituições. Precisaremos de líderes que entendam como o mundo natural funciona e como os humanos são parte da natureza.

Época - A maioria da população vive em cidades. No Brasil, isso significa metrópoles com pouca conexão com a natureza. Quais são as consequências para as crianças que crescem cercadas por cimento e asfalto com pouco ou nenhum contato com a natureza?

Louv - À medida que as crianças passam menos tempo em áreas naturais, seus sentidos ficam limitados, no sentido fisiológico e psicológico. Acrescente a isso uma infância exageradamente organizada e a desvalorização das brincadeiras espontâneas. Isso tem enormes consequências para as capacidades de a criança se autorregular. Isso reduz a riqueza das experiências humanas e contribui para uma condição que chamo de “transtorno de déficit de natureza”. Criei esse termo como uma expressão forte para descrever o que muitos de nós acreditamos que sejam os custos da alienação da natureza. Entre esses prejuízos, estão um menor uso dos sentidos, dificuldades de atenção, índices elevados de doenças mentais, maior taxa de miopia, obesidade adulta e infantil, deficiência de vitamina D e outros problemas. A ciência estabeleceu correlação entre experiências no mundo natural e melhoras em todas essas condições. É óbvio que o transtorno de déficit de natureza não é um diagnóstico médico, mas podemos considerá-lo como uma doença da sociedade. Hoje, crianças e adultos que trabalham e estudam num mundo cada vez mais dominado pelo ambiente digital gastam grande energia bloqueando muitos dos sentidos humanos, inclusive alguns que nem sabemos que temos. Fazem isso para concentrar de forma estreita o foco na tela diante dos olhos. Essa é a definição exata de estar menos vivo. Qual pai quer que seus filhos estejam menos vivos? Quem entre nós quer estar menos vivo? A questão aqui não é ser contra a tecnologia, que nos oferece muitos benefícios, mas encontrar um equilíbrio. Precisamos oferecer a nós e nossas crianças um futuro rico em natureza.

Época - Estamos ensinando nossas crianças a valorizar a natureza?

Louv - Nos Estados Unidos – e, pelo que sei, no Brasil –, o mundo natural foi desvalorizado na mídia e na educação, com exceção de alguma ênfase em espécies carismáticas. Mas estamos vendo algum progresso. Um número crescente de homeschoolers [crianças que estudam em casa] e escolas primárias e secundárias independentes estão incorporando experiências naturais no ensino. Não é só ler sobre natureza, mas usar os habitats naturais como ambiente para várias atividades. Algumas escolas de vanguarda também estão fazendo isso. Estou otimista que isso continue a se expandir à medida que educadores e pais aprendam mais sobre a relação entre a natureza e o desenvolvimento infantil. Num cenário ideal, novas escolas serão projetadas com a natureza em mente. E as escolas antigas serão reformadas com espaços de recreação que incorporem a natureza no projeto central. Outra abordagem é usar as reservas naturais para trabalhos escolares ou a inclusão de fazendas e sítios como parte dessas novas instalações escolares. Precisamos incorporar a educação da natureza e o conhecimento dos efeitos positivos no treinamento de todo professor. Precisamos dar crédito aos muitos professores que insistiram em expor seus alunos à natureza, apesar da tendência na direção oposta rumo a um mergulho na tecnologia e desvalorização das atividades ao ar livre. Os professores e escolas não podem fazer isso sozinhos. Os pais, políticos e toda a comunidade precisam participar. Esse tema precisa ser incluído nas faculdades de pedagogia.

Época - O contato com a natureza é instrumento pedagógico?

Louv - Fala-se muito de tecnologia nas escolas. Mas a grande vanguarda em educação não são tablets nem computadores, mas pomares, hortas e jardins. Pesquisas sugerem que o contato com a natureza é elemento fundamental para nossa habilidade de pensar e criar. Precisamos da natureza como antídoto para alguns dos efeitos negativos da tecnologia. A maior capacidade multitarefa é viver simultaneamente no mundo digital e no físico. Quanto mais hi-tech nossa vida fica, de mais natureza precisamos. Na educação, para cada dólar investido em tecnologia virtual, precisamos investir o mesmo no mundo real – especialmente criando mais ambientes de aprendizagem em áreas naturais. Se fizermos isso, as crianças ficarão bem. Recentemente, visitei uma escola com ensino baseado na natureza numa região pobre. A escola tem conseguido mais avanço acadêmico do que qualquer outra no local.

Época - Os próprios pais e professores também perderam suas conexões com o mundo natural. O que podemos fazer?

Louv - Muitos adultos estão dando mau exemplo. Eles ficam cada vez mais dentro de espaços fechados. Passam mais tempo com os eletrônicos e, como seus filhos, sofrem problemas de saúde relacionados a isso. O aumento da obesidade para adultos e jovens é um sintoma. A maioria das crianças e jovens simplesmente não sabe o que está perdendo. Nunca é cedo demais – ou tarde demais – para ensinar crianças e adultos a apreciar e se conectar com atividades ao ar livre. Pessoalmente, acho que passar tempo ao ar livre é vital para todas as idades. Líderes em conservação tiveram experiências na natureza que mudaram suas vidas durante a infância. Logo, as crianças de hoje que tiverem essas experiências positivas na natureza vão dar uma grande contribuição à sociedade como cuidadores da Terra. Se a hipótese de biofilia de E. O. Wilson estiver correta, nós, como espécie, estamos geneticamente programados para termos afinidade com o resto da natureza. Se isso for verdade, então nunca será tarde e você nunca estará velho demais para destravar essa conexão.

Época - Em algumas partes do Brasil, distanciar-se da natureza é uma medida de ascensão social. Por alguma razão parecida, as cidades pequenas, mais próximas de áreas rurais, têm menos cobertura florestal urbana do que cidades em regiões mais industrializadas. A natureza é vista como sinal de pobreza e subdesenvolvimento. Como o senhor vê isso nos Estados Unidos?

Louv - Isso é um problema geral. Os subúrbios nos Estados Unidos se desenvolveram com o corte de todas as árvores da paisagem. Um antídoto para os que pensam na natureza como algo do passado é adotar a seguinte crença: não é hora de voltar para a natureza, mas avançar para a natureza. O futuro da nossa conexão com a natureza não é antiurbano nem antitecnológico. Podemos criar novos ambientes naturais no interior e no entorno de nossas casas, escolas, bairros, centros comerciais, cidades e subúrbios. Precisamos imaginar um futuro em que nossas vidas estejam mergulhadas na natureza em cada prédio, em cada quarteirão.

Época - Se as pessoas têm tantos bons sentimentos associados à natureza, por que tantos aceitam o desmatamento para a expansão urbana?

Louv - Uma razão é a competição econômica baseada na falsa premissa de que a natureza e a vida humana sejam coisas separadas. No entanto, muitas pessoas estão percebendo que criar mais natureza nas imediações é um bom investimento. Os benefícios de áreas naturais nas proximidades pode ser sentido pelos sistemas de saúde. Também tem efeitos positivos no sistema de educação, qualidade de vida, valor das propriedades e índices de criminalidade.

Época - O senhor acredita que a exposição à natureza possa reduzir o uso de ritalina para tratamento de síndrome de déficit de atenção?

Louv - Várias pesquisas relacionam a experiência na natureza com a redução dos sintomas de síndrome de déficit de atenção. Alguns dos trabalhos mais importantes na área foram feitos no Laboratório de Pesquisa de Humanos e Ambiente da Universidade de Illinois por Andrea Faber Taylor, Ming Kuo e William Sullivan. Em uma série de estudos, eles descobriram que espaços ao ar livre estimulam brincadeiras criativas, melhoram o acesso da criança à interação positiva com adultos e reduzem os sintomas de síndromes relativas a déficit de atenção. Quanto mais verde for o ambiente, maior o benefício. Por outro lado, atividades internas ou atividades ao ar livre em áreas pavimentadas prejudicam as crianças. Os pesquisadores descobriram que o contato com áreas verdes durante a infância – mesmo que olhando uma paisagem verde pela janela – reduz especificamente os sintomas de déficit de atenção. Como eles escreveram na revista científica Environment and Behavior, atividades ao ar livre em geral ajudam, mas “atividades em ambientes naturais têm maiores chances de melhorar o foco e a concentração de crianças com síndrome de déficit de atenção”. O estudo mais recente de Taylor e Kuo mostra que o grau de atenção de crianças sem medicação diagnosticadas com a síndrome era mais alto depois de uma caminhada de 20 minutos num parque com cenário natural do que depois de um passeio numa área urbana. Outros estudos na Suécia e nos Estados Unidos reforçam essas descobertas. Alguns pediatras norte-americanos mapearam as áreas naturais, mesmo parques urbanos, na região onde atendem. Assim, eles passaram a receitar doses de natureza para os pacientes. Eles indicam os lugares aonde as pessoas podem levar as crianças para ter esse contato.

Época - Se os humanos são parte da natureza, não podemos dizer que os ambientes urbanos cinzentos criados pelos humanos também são, de certa forma, parte da natureza?

Louv - Sim, as cidades são parte da natureza. Mas qualquer área natural, inclusive as florestas e as instalações urbanas, pode perder o equilíbrio, se autodestruir por doenças ou excesso de uso. Em 2008, pela primeira vez na história, mais de metade da população mundial vivia em cidades. A urbanização continua. A tendência significa que os humanos perderão sua conexão diária com o mundo natural. Ou significará o início de um novo tipo de cidade. Se enxergarmos apenas um futuro apocalíptico, é o que teremos. Mas precisamos imaginar uma sociedade onde nossas vidas fiquem imersas na natureza, assim como hoje estão mergulhadas em tecnologia. No ano passado, a Liga Nacional de Cidades e a Rede Criança & Natureza criaram uma iniciativa de três anos para ajudar 19 mil prefeitos norte-americanos a deixarem suas cidades melhores para as crianças e a natureza. Vemos a emergência de projetos biofílicos em nossas casas e ambientes de trabalho.

Época - Podemos mesmo estabelecer uma linha divisória entre o mundo natural e o ambiente artificial?

Louv - É uma questão difícil. A ciência tem dificuldade para definir a natureza. É uma das razões pelas quais a relação entre humanos e natureza tem sido tão pouco estudada. Mas, para mim, os humanos estão presentes na natureza onde quer que tenham alguma relação de afinidade com outras espécies. Por definição, um ambiente natural pode ser encontrado em espaços selvagens ou numa cidade. Sabemos que é natureza quando vemos. A natureza é inclusiva. Todos são igualmente bem-vindos e cartões de crédito não são exigidos. Podemos contar com a permanência, com a constância dos cenários naturais para fazer nossos problemas pessoais encolherem para uma dimensão realista. A natureza oferece uma linguagem universal que qualquer pessoa no planeta compreende.

Peter Dinklage faz apelo para fãs de "Game of Thrones" pararem de abandonar huskies


Tyrion Lannister se juntou à ONG PETA para ajudar a divulgar para os fãs da série de televisão Game of Thrones que os huskies siberianos da vida real não são os mesmos bichinhos que os direwolves vistos no seriado.

Em um comunicado da PETA, o ator Peter Dinklage fala que os abrigos estão relatando aumento na compra impulsiva e subsequente abandono de cães dessa raça desde o início de Game of Thrones.

“Por favor, por favor: se você vai trazer um cachorro para sua família, certifique-se de estar preparado para uma responsabilidade tão tremenda e lembre-se sempre, SEMPRE: adote de um abrigo”, escreveu Dinklage aos fãs de GOT.

A PETA salienta em sua declaração que Game of Thrones não é o primeiro programa de televisão ou filme que leva a uma demanda crescente de certos animais. Em 101 Dálmatas (101 Dalmatians, 1996), Legalmente Loira (Legally Blonde, 2001) e Perdido pra Cachorro (Beverly Hills Chihuahua, 2008), os abrigos também enfrentaram fenômeno semelhante e perigoso.

A organização estima que mais de seis milhões de animais, especificamente gatos e cachorros, acabam em abrigos de animais a cada ano. Cerca de metade desses animais é sacrificada porque não há casas suficientes para todos eles.


Fotos: Reprodução


NOTAS DA NATUREZA EM FORMA:

1. Lembramos mais uma vez que animais são vidas, não produtos para serem comprados quando estão na moda e descartados quando passa o modismo ou as criaturas sem noção que os compraram percebem que eles fazem xixi e cocô, fazem bagunça, fazem barulho etc. etc. etc. 

E aqui também fazemos um apelo. Ou melhor, três. Primeiro: nunca compre animais. Criações de cães e gatos de raça para venda são fábricas de filhotes que exploram as mães até a morte e negligenciam e maltratam os filhotes (afinal, eles não são vistos como vidas, e sim como produtos). Leia aqui o Relato da Bionda, para saber mais. Além disso, amizade não se compra. Ou você comprou seus amigos em um shopping ou pela internet? 

Segundo apelo: adote! Qual o sentido de comprar um animal, pagar caro por isso e ainda incentivar os maus-tratos das criações, quando existem tantos cães e gatos vivendo nas ruas e passando por todos os tipos de perigos, violências e acidentes, precisando de um lar que lhes dê segurança e amor? Você pode resgatar um diretamente nas ruas ou ir em uma ONG de adoção, onde eles já estão prontinhos - castrados, vacinados, vermifugados e identificados - para ir para sua casa! Se você mora em São Paulo, capital, veja aqui os lindos que estão em nosso Centro de Adoção esperando uma família amorosa e responsável. Se você mora em outra cidade ou estado, pesquise na internet sobre a ONG mais próxima. 

Terceiro apelo: somente adote se você tiver total consciência da responsabilidade que é cuidar de um animal. Ele poderá adoecer ou se debilitar, e certamente ficará velho. Você poderá precisar mudar de endereço (mesmo de cidade, estado ou país), ficar desempregado, ter filhos. Seja qual for a situação do animal ou a sua, somente adote se estiver disposto a ficar com ele e cuidar da melhor maneira até o final de sua vida natural, haja o que houver. Ou você abandonaria um filho se ele ficasse doente ou você fosse viajar, mudar de casa, ficar sem dinheiro, ter um outro filho etc.?

2. A matéria cita outros modismos irresponsáveis relacionados a filmes, todos envolvendo cachorros. Mas, infelizmente, a superficialidade e mentalidade deturpada de alguns seres humanos vitimizam outras espécies também. Leia:



3. Por fim, algo positivo para se comentar. Além de ser porta-voz dos cães contra esses casos de abandono, Peter Dinklage é vegetariano e deu a seguinte declaração em outra campanha da PETA: "Eu não machucaria um gato ou um cachorro nem uma galinha ou uma vaca. E também não pediria a ninguém para fazê-lo por mim. E é por isso que sou vegetariano".

Nas cenas de Game of Thrones em que ele aparece comendo carne, na realidade é tofu ou "carne vegetal".