Girafas entram para a lista de animais ameaçados de extinção

    Foto: Pixabay


A população mundial de girafas sofreu redução de 40% nos últimos 30 anos, passando de 155 mil em 1985 para pouco mais de 97 mil em 2015. A enorme queda no número de girafas foi impulsionada por perda de habitat e caça ilegal, e a espécie foi classificada como "vulnerável" na Lista Vermelha da União Internacional para a Conservação da Natureza (IUCN, sigla em inglês).

O estado de conservação das girafas era, até agora, considerado de "menor preocupação" pela IUCN. Com a atualização da Lista Vermelha, divulgada ontem, 8 de dezembro de 2016, na 13ª Conferência das Partes da Convenção sobre Diversidade Biológica (CDB COP13), em Cancún, no México, a espécie passou a receber especial atenção. As girafas entraram para a lista de vulneráveis porque em três gerações a população diminuiu mais de 30%.

A caça ilegal, a diminuição dos territórios de seus habitats naturais, a expansão da agricultura e da mineração, o aumento do conflito entre humanos e animais selvagens e a agitação civil estão empurrando os mamíferos de longos pescoços para a extinção.

A Lista Vermelha da IUCN inclui 85.604 espécies, das quais 24.307 estão ameaçadas de extinção. A lista incluiu 742 novas espécies de aves reconhecidas e 11% delas estão ameaçadas de extinção. O número total de aves avaliadas atingiu 11.121 espécies.

A atualização das informações também incluiu avaliações de plantas como aveia, cevada, manga e outras espécies silvestres. Essas plantas são cada vez mais essenciais para a segurança alimentar da população mundial, porque sua diversidade genética pode ajudar a melhorar a resistência das culturas à doença, à seca e à salinidade.

"Essa atualização da Lista Vermelha da IUCN mostra que a escala da crise de extinção global pode ser maior do que pensávamos. Os governos reunidos na Cúpula da Organização das Nações Unidas sobre a Biodiversidade em Cancún têm a responsabilidade de intensificar seus esforços para proteger a biodiversidade do nosso planeta - não apenas por sua própria causa, mas por imperativos humanos como segurança alimentar e desenvolvimento sustentável", afirmou o diretor-geral da IUCN, Inger Andersen, em comunicado à imprensa.

Entenda como as árvores ajudam a combater as ilhas de calor nas cidades

Ter uma ou mais árvores perto de casa é um jeito simples de obter muitos
benefícios pessoais e ambientais (Foto:
iStock by Getty Images)


Ilha de calor é um termo usado para se referir ao aumento da temperatura em áreas urbanas. Em geral, isso acontece devido à falta de áreas verdes, ao excesso de construções, asfalto e poluição extrema. A forma mais eficaz de combater esse efeito é com o plantio de árvores.

A primeira maneira de uma árvore contribuir para o combate às ilhas de calor é o fato de fornecerem sombras. De acordo com a Agência de Proteção Ambiental dos EUA, uma área sombreada pode ser até sete graus mais fresca do que áreas expostas ao sol.

Amenizando o calor, ameniza-se também a quantidade de energia gasta para a refrigeração de ambientes, o que, consequentemente, também diminui a emissão de gases de efeito estufa na atmosfera.

As árvores ainda realizam naturalmente um processo de evapotranspiração, que é a transpiração das plantas. Isso acontece de maneira muito semelhante aos humanos. Durante o processo, as árvores liberam vapor de água na atmosfera, ajudando a refrescar naturalmente o ambiente.

O terceiro ponto, e de extrema importância, é a influência das plantas na manutenção do ar. As árvores têm poder para limpar os poluentes atmosféricos. Elas conseguem absorver óxido e dióxido de nitrogênio, dióxido sulfúrico e outros poluentes que costumam elevar a temperatura local. Enquanto isso, elas aspiram oxigênio, gás totalmente necessário para a nossa própria existência.

Outro benefício oferecido pelas árvores é a purificação da água. Ao envolver o solo, as plantas funcionam como um filtro natural e retentor de águas. Quanto mais árvores presentes nas cidades, melhor é o escoamento de água durante as tempestades e mais limpo o recurso será.

Ter uma ou mais árvores perto de casa é um jeito simples de obter muitos benefícios pessoais e ambientais.

Fonte: Ciclo Vivo


NOTA DA NATUREZA EM FORMA:

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Seu celular agora é uma Delegacia Eletrônica de Proteção Animal

    Foto: UIPA / Divulgação


Ontem, 7 de dezembro de 2016, a causa animal teve um grande avanço em São Paulo. A partir de agora, pelo link www.ssp.sp.gov.br/depa, já se pode denunciar maus-tratos a animais até pelo celular. É a Delegacia Eletrônica de Proteção Animal (DEPA), que passa a funcionar dentro da Secretaria de Segurança Pública graças à Lei 16.303/16, de autoria do deputado estadual Feliciano Filho, sancionada pelo governador Geraldo Alckmin em setembro. As denúncias serão examinadas e direcionadas para as delegacias das regiões das ocorrências e o denunciante recebe, em até 10 dias, retorno sobre o andamento do caso.

"A denúncia pode conter fotos, vídeos e testemunhos. A DEPA só não atenderá casos urgentes, em que o animal corre iminente risco de vida, pois, nessas ocasiões, deve-se acionar a Polícia Militar. A DEPA contempla maus-tratos em geral, animais acorrentados sem comida ou água, que apanham, abandonados ou presos em imóveis, tráfico de animais silvestres, criadouros e abatedouros clandestinos, entre outras ocorrências", explica o deputado Feliciano Filho.

Segundo levantamento feito pelo jornal O Estado de S. Paulo, foram registrados 4,4 mil boletins de maus-tratos a animais de janeiro a julho deste ano em delegacias de todo o estado. Desse total, apenas 426 casos foram denunciados na grande SP (9,6%), sendo os demais 3.974 em cidades do interior e litoral.

"É uma média de apenas um ou dois casos denunciados por dia na capital, apesar do grande volume de ocorrências de maus-tratos, muitas delas publicadas nas redes sociais. Isso acontece porque grande parte das pessoas não tem condições de ir a uma delegacia ou não quer ir para evitar constrangimento. Com a DEPA, o número de denúncias aumentará e muitas vidas serão salvas", comenta o deputado.

Cinthya Pimentel acredita que as denúncias serão feitas por um público maior
de pessoas e não somente por protetores (Foto: Arquivo pessoal)


Da mesma opinião é a advogada Cinthya Pimentel, da Comissão de Proteção e Defesa Animal da OAB de SP: "A maior relevância da DEPA é possibilitar que um número muito maior de pessoas denuncie, inclusive gente que não atua na causa animal. Até agora, quem se dispunha a ir até uma delegacia fazer denúncia de maus-tratos eram, geralmente, protetores ou ativistas, mas mesmo esses, por conta da morosidade e também porque esses casos nem sempre são tratados com a devida importância nas delegacias, acabavam desistindo da denúncia. Com a DEPA, é possível ampliar o público de denunciantes pela facilidade de usar a internet e recursos de um celular".

Marlene Menezes acredita que a DEPA facilitará denúncias
(Foto: Arquivo pessoal)


Marlene Menezes Pereira, cuidadora de idosos de SP, está feliz com o fato de fazer denúncias de modo simples: "A DEPA será de grande ajuda aos nossos animaizinhos. Estou muito satisfeita com essa conquista. Já desisti de fazer denúncia por ter de ir a uma delegacia. Procuro ajudar como posso. Eu e uma amiga alimentamos alguns cães de rua e, se vejo algum animal em situação de risco, me envolvo sempre. Com a DEPA, ficará bem mais fácil".

Roberto Blatt vê na DEPA uma ferramenta moderna e eficiente (Foto: Arquivo pessoal)


"O atendimento eletrônico é uma tendência moderna, irreversível e muito bem-vinda nesses tempos em que falta tempo para tudo. Desburocratizar a vida dos cidadãos é essencial e a DEPA vem contribuir para isso, ao mesmo tempo em que ajuda os animais. Muitas pessoas que poderiam desistir de prestar queixa ou de denunciar por temer burocracia e perda de tempo poderão agora contar com um instrumento ágil", comenta o engenheiro Roberto Blatt.

"Acredito que a DEPA será um grande avanço para ajudarmos animais em situação de perigo, maus-tratos e abusos por humanos! A agilidade com que poderão ser feitas as denúncias fará a diferença no resgate e ajuda para os animais!", comenta a dona de casa Giuseppa Mendes.

Giuseppa Mendes aposta na agilidade da DEPA (Foto: Arquivo pessoal)


"Vale ressaltar que a DEPA não apenas incentiva e facilita as denúncias de maus-tratos como também pode gerar um mapa da crueldade animal em SP, identificando os tipos de crimes mais comuns, localidades com mais denúncias e perfil dos agressores", complementa Feliciano Filho. Um trabalho assim já é feito nos EUA. Segundo estudos do FBI ao longo dos últimos 30 anos, os psicopatas começam torturando e matando animais. Assim, o mapeamento de crimes de maus-tratos ajuda a prevenir ações de assassinos em série naquele país.

Dez motivos que fazem da Delegacia Eletrônica de Proteção Animal essencial para a causa animal:

1. Evita o constrangimento de ter de ir na delegacia – e muitas vezes, não ser levado a sério –, assim como cumpre o papel de uma delegacia especializada em crueldade animal;

2. Permite o mapeamento de crimes contra animais, ajudando também a salvar pessoas, já que, segundo estudos, quem tortura animais geralmente é violento com outras pessoas;

3. Agiliza as denúncias de maus-tratos, conservando o denunciante em anonimato e, assim, protegendo-o contra represálias;

4. Contribui para o fechamento de restaurantes que comercializam carne de cachorro e gato (cujo consumo é proibido no Brasil) e de abatedouros clandestinos;

5. Ajuda a combater o tráfico de animais silvestres, lembrando que o Brasil é um dos países campeões nesse tipo de crime, e desmontar rinhas de cães, canários e galos;

6. Ajuda a fechar criadouros de cães que mantêm fêmeas tratadas como meros objetos, separadas dos filhotes e submetidas a consecutivas crias;

7. Ajuda a tirar da tortura animais mantidos em cordas, correntes ou expostos sob sol e chuva, sem alimento ou água;

8. Recebe vídeos e fotos do fato a ser investigado e devolve ao denunciante a resolução do caso após 10 dias;

9. Pune locais onde animais abandonados e adotáveis estejam sendo eutanasiados, uma vez que a Lei Feliciano Filho extinguiu esse método bárbaro de controle das populações canina e felina;

10. Pune pet shops que mantêm bichos à venda em condições precárias ou, ainda, que utilizam meios dolorosos para conter animais durante o banho e tosa.

Maior academia de nutrição dos EUA diz que veganismo é a melhor dieta

    Foto: Cantinho Vegetariano / Reprodução


A Academia de Nutrição e Dietética dos EUA (AND) – que possui 100 mil profissionais de saúde e é a maior do país – publicou sua posição oficial sobre dietas vegetarianas na edição de dezembro de sua revista médica.

"É a posição da Academia de Nutrição e Dietética que o planejamento apropriado vegetariano, incluindo o veganismo, resulta em dietas saudáveis, nutricionalmente adequadas, que podem proporcionar benefícios para a saúde e para a prevenção e tratamento de certas doenças", afirmou.

Embora a AND reconheça os benefícios das dietas vegetarianas em geral, a organização declarou que o veganismo é melhor para reduzir o risco de (e tratar) doenças cardíacas, hipertensão, algumas formas de câncer e diabetes tipo 2. Além disso, é eficaz em reduzir o índice de massa corporal, mais ambientalmente amigável do que outras dietas e seguro para as pessoas em todas as fases da vida, incluindo atletas, grávidas, crianças e adultos mais velhos.

A organização baseou-se em uma grande coleção de estudos e pesquisas públicas para chegar ao seu parecer. A pesquisadora do relatório e diretora de Educação Nutricional do grupo de médicos veganos do Comitê de Medicina Responsável, Susan Levin, acredita que a postura da AND é um passo importante tanto para as comunidades veganas quanto para as médicas.

"Qualquer representante da comunidade médica que estuda a ciência e não se baseia em rumores deve defender uma dieta à base de vegetais como uma opção ideal para o tratamento e prevenção da maioria das doenças crônicas", declarou.

O Veg News reportou que "ainda que a AND tenha publicado vários artigos sobre como o consumo de produtos animais afeta a saúde, essa é a primeira vez que divulgou sua posição sobre como a pecuária impacta negativamente o mundo".

Veganismo na infância: bebê e criança vegetariana?

  Foto: Circle of Moms


Por Fúlvia Andrade*

Acho engraçado como as pessoas encaram o vegetarianismo como algo prejudicial à saúde, principalmente de gestantes, bebês e crianças.

Quando engravidei, uma conhecida disse ter visto em um programa de TV que as gestantes devem comer carne, sim, mesmo as que são vegetarianas, porque senão os bebês sofrem de anencefalia. Eu simplesmente olhei para a cara da moça, também gestante, e falei: "Não vou comer carne". "Ah, mas minha amiga também é vegetariana e comeu durante a gestação." "Eu não sou sua amiga. E não fala mais nesse assunto porque isso é uma grande mentira."

Assim que a Letícia nasceu, a mesma pessoa disse que eu precisava comer carne, para o meu leite ficar mais forte, senão a Letícia ia passar fome. Já fui logo cortando o assunto e arrematei: "E nem venha falar depois das papinhas, porque a Letícia, assim como nós, não vai comer carne. Ponto". Tudo bem, fui vista como a chata do momento, mas não estou nem aí. Não consigo entender o motivo de ser tão difícil assim entender que não necessitamos de carne para viver, muito menos para sermos saudáveis.

Felizmente, não temos muito problema com relação à nossa dieta. Isso porque, além de corrermos atrás de informações sobre nutrição, faço uma variedade grande de comida em casa (um pouco de cada, para fazer comida todos os dias), sempre tendo cereais, grãos, raízes, leguminosas, legumes, verduras e frutas (ao contrário do arroz, feijão e bife dos onívoros). Tudo bem balanceadinho, para não faltar nada. Nossos exames indicam que estamos fazendo o certo. Custa mais caro? Não, é mais barato ser vegetariano. Nem usamos muito a famosa PTS, porque ela não traz muitos benefícios quanto à nutrição - mas tenho em casa, porque às vezes quero fazer algum bolinho, hambúrguer ou algo do gênero. Já o tofu, usamos uma vez na semana, quando compro na feira. Faz muito sucesso, além de ser uma ótima fonte de proteína.

Recentemente, li em uma revista uma crítica à dieta vegetariana, praticamente dizendo que nós, que optamos por essa dieta e incluímos nela nossos filhos, somos malucos. O triste é que não foram pesquisadas pessoas com experiência nesse tipo de alimentação, entrevistaram qualquer pessoa por aí, que acha tudo ridículo. Agora, uma pergunta: quantas pessoas onívoras conhecemos que têm alguma doença? E geralmente relacionada ao consumo de carne, não é mesmo?! Ou então, a uma dieta pobre. Quantos onívoros por aí que são anêmicos, têm diabetes, pressão alta... a maioria se alimenta mal e, quando comentamos nossa opção, acham que nós é que nos alimentamos pessimamente. Ai ai ai...

Uma curiosidade: assim que engravidei, fui avisando para a obstetra que eu não iria comer carne de jeito nenhum, nem a Letícia. Ela só me fez elogios, dizendo que é a melhor dieta a ser seguida, que sendo equilibrada não faltariam nutrientes. Dito e feito: nada de anemia, de deficiência de nada. E olha que ela nem me receitou vitaminas a mais. O mesmo vale para a pediatra da Letícia.

Só para terminar: eu tive muito mais leite que a minha conhecida, que come carne pra caramba, e meu leite não secou: amamentei até os 10 meses da Letícia porque ela não quis mais saber do meu seio (para minha frustração). Já o leite dessa conhecida secou quando a filha dela tinha cinco meses. Portanto, meninas, não fiquem impressionadas com os comentários: sigam seus instintos, suas convicções, seu modo de vida! E lembrem-se: nossas melhores armas são nossos conhecimentos (para termos argumentos) e nossa saúde de ferro.



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